Adufscar

Sindicato dos Docentes em Instituições Federais de Ensino Superior dos Municípios de São Carlos, Araras e Sorocaba

Publicado em 08.11.2017

TENTATIVA DE DESTRUIÇÃO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO BRASIL

Coréia do Sul e Israel investem cerca de 4% de seu PIB em P&D, enquanto o Brasil apenas investe 1% nessas áreas: mesmo assim, os pesquisadores de nosso país fizeram e fazem milagres, como transformar a nação na maior potência mundial agrícola, terem inventado o bioetanol ou inovando na exploração do pré-sal , exportando novas tecnologias relacionadas com aviação e, com isso, construindo e exportando aeronaves, já para não falar nos fantásticos avanços registrados na prevenção e combate a inúmeras doenças.

A efetivação dos cortes de cerca de 44% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), no presente ano, bem com a perspectiva de que novos cortes aconteçam em 2018 (cerca de 15%) é a prova cabal de que não existe vontade, nem competência política para que o país avance na ciência, quando, em contraponto, a nação possui uma das melhores comunidades científicas do mundo. Sendo assim, quando os políticos não conseguem enxergar que a educação, ciência e tecnologia deveriam ser as prioridades nacionais destinadas a alavancar as restantes áreas e, com isso, gerar riqueza, está tudo dito e demonstrado.

Ainda abordando as áreas de Ciência e Tecnologia, foi extremamente interessante assistir ao último programa “Roda Viva”, exibido na TV Cultura, onde o atual cenário da ciência nacional foi debatido por pesquisadores ilustres: Carlos Henrique de Brito Cruz (Diretor Científico da FAPESP), Antonio José Roque da Silva (Diretor do Laboratório Nacional de Luz Sincrotron e do Projeto SIRIUS), Mayana Zatz (Diretora do Centro de Pesquisa do Genoma Humano e Células-Tronco do Instituto de Biociências da USP, e Alícia Kowaltowski – Professora do Departamento de Bioquímica da USP.

Um programa excelente e elucidativo, que merece a pena rever (CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR).